Eu não tenho sido justa com esse blog. Não tô contando nada que tá acontecendo aqui, posso dizer que foi abandono de capaz. Peço perdão, mas não faço promessa, não consigo escrever ultimamente, falta inspiração.
Não hoje. Hoje é dia de falar pra todo mundo que é aniversário de mamãe! Num tenho nenhuma foto dela aqui comigo agora, mas queria desejar tudo de bom no mundo, e eu falo com um oceano de distancia e carregando todos os bons votos que se pode ter no meio do caminho!
Meu presente a essa altura já tá no Brasil, mas acho que não em mãos. Isso, infelizmente não depende de mim. Mas é isso aí, mandei até cartão! Vai lá na casa da Joh buscar! =D
Beijo de coração!
4.4.13
20.2.13
Clichê
Começo com um tema que sempre tá presente na minha cabeça... O que me faz gostar de uma cidade? A atmosfera, o que ela me proporciona e a companhia. Pra mim, cidades são feitas de pessoas. Gosto muito de uma cidade que não é tão bonita, famosa, ou especial para o senso comum baseado nas pessoas que eu conheço e tenho guardado no meu potinho de cidades. Budapeste é assim. Foi uma cidade que se mostrou muito amistosa, com gente que me deixou muito feliz.
Londres é mais. Não estava na minha lista de "must-see" mas tá na lista agora de "definitivamente voltarei". Um dos motivos eu explico:
Descobri aqui duas brasileiras, pra dizer o mínimo, que cuidaram de mim, e além de me darem casa, me deram carinho. Sou dessas que cria uma consideração muito grande por gente que demonstra afeto. Brigada Juliana e Priu pelos dias (tô dizendo brigada antes de ir embora porque vocês foram/são o máximo). [Brigada Pietro, pela indicação]
Muita gente diz, mas o Vanguart canta que "o que importa é o que te quebra em duas cidades". Eu já sou um caco porque tô quebrada no Brasil em alguns pedaços e na Europa cada lugar especial me quebra um pouco. Não vou começar a dizer quem é especial aqui ou no Brasil. Vou dizer que a Ju e a Priu me fizeram quebrar em Londres e considerar vir pra cá outra vez.
Priu é louca. Fala mais que eu (vê a seriedade disso!). E é de Recife, amor da minha vida em forma de sotaque. E é um amor. Ju é um doce. Dá pra derreter pelo jeitinho que fala (e olha que nem fala tanto assim, mas gostei demais.)
I have to tell in english now, because this special part is for Alex and Sam (my personal Tweedledee and Tweedledum) that also made London really nice, and cheerful, you are amazing!! We should totally meet again!
Enfim, mais tarde eu conto mais sobre o que ver aqui na cidade.
31.1.13
Finalmente, Barcelona
Antes que eu vá pra Londres, preciso contar de Barcelona, que é linda. Vou aproveitar então esse momento em que eu deveria estar estudando, mas estou querendo fazer qualquer coisa, menos estudar.
Foram muitos destinos pesquisados antes de decidir pela cidade catalã para o Reveillon, e o veredicto veio com a certeza de temperaturas mais altinhas do que nos outros candidatos (Edimburgo era o mais provável, o que deu mais vontade, mas que além de muito frio era muito caro) e ótimas companhias confirmando o interesse em ir pra Barcelona. Tratei logo de em outubro decidir a vida e fechamos um apartamento para 11 pessoas (todas brasileiras) pro 6 dias num dos bairros centrais de lá (decisão muito sábia, do Marcos).
Depois de um natal gostoso, com muita jurupinga, muito amor, Lílian, Casé e Helô (e família), 2 kg a mais na balança, muita saudade no skype e todos os clichês de fim de ano (pernil, pavê, chester com farofa incluídos), o dia 28 chegou, como quem não quer nada... e assim embarcamos na Ryanair Transavia, com nossa bagagem de 10kg pra 6 dias de viagem (porque economia é preciso).
Descemos no aeroporto vivos (aê!) e chegamos na estação central. Como sempre, um print screen do google maps era nosso (Eu, Pati e Marcos) guia turístico até a nossa casa (sempre, porque na viagem de outubro fiz isso também). Nos perdemos um pouco, mas no final deu tudo certo, porque a gente morava realmente no centro, perto do Arco do Triunfo. Assim que a gente achou ele, achamos nossa casa.
Olha nosso ponto turístico particular aí
Como chegamos tarde, decidimos não sair no primeiro dia (mesmo porque não fazíamos ideia de onde ir) e resolvemos ir no mercadinho comprar bebidas e comidas. Dica número 1. Compre bebida antes das 23h. Em Barcelona não pode comprar bebida depois e a gente teve que ir na mocada, porque os vendedores eram gente fina também.
O dia seguinte (Dia 1 de turismo) amanheceu bem cedo, lindo e quentinho (17 lindos graus). Resolvemos tentar um dos Free Walking Tour (que é a Dica número 2. Procure sempre city tour "grátis". São ótimos, você vê os principais pontos da cidade e é barato. É que é de graça mas você dá uma gorjeta no final pro seu guia.). Eu, Robson e Marcos saímos levemente atrasados, e nos perdemos, porque o primeiro city tour era 10h da madrugada. Ficar perdido foi uma coisa boa, encontramos um prédio bem bonito, uma loja que vendia relógios derretidos do Dali e a nossa rua principal, a Via Laetânea.
Relógios que não couberam na mala
Chegamos em casa novamente e procuramos informação do outro city tour. Corremos e... perdemos o city tour, porque ele tava muito cheio. Dessa vez a gente não se perdeu tanto, achamos a via Laetânea de novo, e outros prédios turísticos, que na mesma tarde num outro city tour descobrimos que era a Prefeitura. Estávamos nas Ramblas, lugar que é muito lindo, tem um porto bem bonito e tem o Cristóvão Colombo apontando pra América (porque foi de lá, Barcelona, que ele saiu pra ficar perdido no mar e achar a gente e foi lá que ele recebeu o pagamento pela expedição).
Terra a vista!
De tarde conhecemos o bairro gótico, tivemos uma aulinha sobre a vida do Picasso e cultura catalã geral, descobrimos onde comer Tapas e outras muitas informações que se eu contar aqui, o post ficará ainda mais gigantesco. (Foram 6 dias!!!)
Dia 2 de Barcelona a gente acordou tarde, porque fomos dormir tarde, degustando vinhos de 1 euro, então perdemos de novo o tour do Gaudi (que só acontece pela manhã). Fomos então pro Montjuic e vimos a cidade por cima, ficamos perdidos no parque, não conhecemos tudo, roubamos limão capeta do pé achando que era laranja e acabamos encontrando a Praça Espanha no final e uma CsF Holanda que tava perdida por lá.
Vista do Montjuic (Sagrada Família e seus andaimes no lado direito da foto)
Meu pé de laranja lima
Praça Espanha (mal centralizada)
Depois de andar bastante, fomos comer. Dica número 3. Coma no Kiosko. O MELHOR hambúrguer do mundo. É muito grande, muito bom, total vale a pena. Mas espere você ter FOME (em letras maiúsculas).
Hmmm, fui contudo no hambúrguer.
Dia 3 era também o último dia do ano. Conseguimos acordar cedo e conhecer a Barcelona do Gaudi. Mano, né por nada não, mas o cara era muito doido! Vimos a Casa Batlló e a La Pedrera, mas chocante mesmo é a Sagrada Família. Além de ser interminada (com pergaminhos esboços feitos pelo Gaudi pra ajudar o término da obra), o bicho é gigante e muito bonito. A fachada em que o Gaudi trabalhou é sensacional, e tem até uma árvore de natal nela. Quando tiver pronta, a basílica vai ter 167m de altura e 3 fachadas que contam toda a história de Jesus (em estátuas esculpidas com vários estilos arquitetônicos, um trem de louco). Meu arrependimento foi não ter entrado lá, mas acabou que não deu tempo...
E o susto quando vi o tamanho dela? E quando descobri que a maior torre ainda não tá pronta?
Mas o dia tava acabando e a gente nao tinha comprado o ingresso pra festa da virada, então almoçamos e fomos pra casa resolver a ceia de reveillon (coelho no molho de laranja, frango assado no cream cheese e amendoa, arroz e batatas), e resolver a vida (roupa, sapato e ingresso da festa). A ceia atrasou um pouco e na hora da virada ainda estávamos em casa, mas fizemos uma festa ótima!
Meninos comportados
Saímos pra festa e só voltei as 8h30 da manhã do dia 1, com o Robs, um indicativo de que o dia seria da preguiça. Ainda encontramos a Helô, passeamos no bairro gótico, comemos tapas (que é um canapé. Pão frances (ou italiano) fatiado com qualquer coisa em cima. QUAL-QUER. Comi um que tinha uma TORTA em cima dele).
Sente o drama das tapas!
E no último dia de turismo foi dia de PARC GUELL! O parque é todo lindo. TODO LINDO. Músicos geniais, uma vista maravilhosa, e o lagarto que foi minha sensação, assim como a piramidinha do Louvre, sabe? Feels like Barcelona quando você vê o que sempre diz que é.
Eu e meu bróder Lagarto em Barcelona.
Nesse dia fomos no Mercado da Boqueria. Dica número 4. Vá o mais cedo possível no mercado. E faça compras lá. Achamos massa de pão de queijo (e nosso pão de queijo ficou divino), carne barata (picanha lá custa o mesmo tanto que frango aqui na Holanda, olha a dó!) e muitas outras comidas lindas e maravilhosas.
Compramos também o melhor sanduiche de presunto, segundo o New York Times e o trem é bom mesmo, mas eu não tirei foto. Acho que a loja chama Café Viena e é nas Ramblas, recomendo.
Por fim, caçamos um bom restaurante pra comer paella. Por bom entendam: não fosse paella perdigão (desses restaurantes pegadinha de lugar turístico que tenha foto do lado de fora) e barato. Achamos uma com um preço justíssimo e ainda tomamos uma sangria (que é um vinho temperado com ervas gelado). Encontramos a Pati num bar bem legal na nossa vizinhança, voltamos pra casa e dormimos as 4h pra levantar as 7h pra pegar o avião de volta pra casa. E fim.
PS. Pra ver a foto maior, é só clicar nela.
27.1.13
Sobre o meu primeiro casamento holandês
Sexta foi o casamento da Ana
Clara com o Peter. Conheci a Ana ainda em BH no chá de lingerie da Amália e a
revi ano passado no chá de lingerie da Lóren, em julho. Nessa época eu já sabia
que viria pra Holanda fazer intercâmbio e ela ficou muito feliz em saber disso,
porque já estava de casamento marcado com um holandês numa terra meio distante
(pra dizer o mínimo).
Conversas sobre a Holanda,
processos de visto, vida aqui e outras coisas (como holandeses no geral) via
Facebook me fizeram ficar amiga dela. Depois da minha viagem pro Brasil fui
visitá-la na casinha holandesa (muito charmosa) e conhecer o então noivo (muito
charmoso).
Escrevi um texto gigante sobre o dia, e está dividinho, pra vocês poderem ler com calma. Depois de uma temporada sem postar nada, era o mínimo que eu podia fazer. Peguem a pipoca, porque como diz a moça que casou os dois: é um conto de fadas holandês (e o clima ajudou, assim como eles queriam: neve bem branquinha pra colorir a história e dar um ar mais bucólico)
Capítulo 2. Os Preparativos
Capítulo 3. O Casamento
Capítulo 4. A Festa
Capítulo 1. A história.
O dois se conheceram quando a Ana
veio fazer uma turnê com o grupo de dança Aruanda na Europa e o Peter era o
“guia” na cidade aqui na Holanda. Os dois eram muitos novos (~17 anos) e apesar
de estarem interessados um pelo outro, o oceano separavam os dois,
literalmente. Era muito cedo pra tanta certeza de “amor”, sentimento de paixão (isso
é o que eu vejo da situação).
Com o advento do Facebook, depois
de alguns anos (e muita história de cada um vivendo a vida em seu país do
melhor jeito) reencontraram-se online e, por causa das voltas da vida a Ana
veio visitar a família que tinha acolhido em 2007, na turnê, aqui na Holanda e
deixou a dica pro Peter que estava livre, leve e solta (e na pixta). O Peter
entendeu a dica e assim que a Ana chegou (ou pelo menos não perdeu muito
tempo), foi logo dando um jeito de deixar bem claro o interesse pela Ana e logo
começaram a namorar (agora mais maduros e com pelo menos 3 meses no mesmo
continente, tempo da estadia da Ana aqui).
A Ana tinha logo que voltar pro Brasil, mas dessa vez eles continuaram
namorando. Peter, tendo em vista a dificuldade de namorar a distância, chamou
Ana pra morar com ele aqui na Holanda. O pai da Ana, disse que como filha
única, só sairia de casa casada. A Ana contou pro Peter e ele pediu um tempo
pra pensar (claro, casar na pressão não dá)...
3 horas depois ele tinha a resposta e uma passagem pro Brasil e em
Junho/Julho estavam noivos e com o casamento sendo organizado. (Pra história
ser mais chique, noivaram no Rio de Janeiro )
Capítulo 2. Preparativos.
Recebi meu convite quando visitei
a Ana em Meppel. Casamento marcado pras 15 horas do dia 25. Nunca no Brasil fui
num casamento de dia. Não sei se teria roupa nessa ocasião. Aqui na Holanda não
tinha muitas opções de roupa e... costumo dizer que o senso de moda dessas
holandesas é no mínimo duvidoso (pelo menos as de Enschede) fiquei severamente
temerosa sobre com que roupa eu iria. Depois de
conversar horrores com a Ana e com a Simone (brasileira com a história de amor
parecida com a da Ana que mora em Emmen e me hospedaria no casamento e traduziria
o casamento) decidi por um vestido preto meu, curinga de festa com um
casaquinho (que eu ainda não tinha), um salto alto (e a mania das holandesas de
não usar salto e a neve seriam ignorados) e uma meia fina (porque piriguete não
sente frio, ainda que a -5°C). (olha a fota linda no espelhô! e não reparem na bagunça do quarto hahaha)
Cheguei em Emmen (depois de uma
ou outra confusão com a NS que não opera os trens pra lá), e conheci a Simone, o
Rudolf e o Stephan (um trenzin de 5 anos de idade que morre de preguiça de
falar português, mas que é uma coisa deliciosamente fofa) (Ah, tinha o Vini,
que é o cachorro da Simone que me fez lembrar dos meus bichos no Brasil).
Fiquei sabendo que a gente teria
que ir pra casa do pai do Peter as 13h, porque é tradição um lanchinho (almoço
holandês) antes do casório [normalmente é na casa dos pais da noiva, mas por um
Oceano e um cadinho de dois continentes, resolveram fazer na casa do noivo
mesmo]. Lá conheci todos os convidados do casamento, umas +30 pessoas, e
descobri feliz na escolha das roupas. \o/ Ganhei também, assim como todos os convidados, uma flor (a minha era uma orquídea, chiquérrima, os homens ganharam uma rosa, saca na foto)
Capítulo 3. O Casamento.
Da casa dos pais do Peter, saímos
“em caravana” pra prefeitura onde ia acontecer a cerimônia. Chegamos lá e é
tipo uma sala de aula organizada em dois Us (tentem entender pela foto) onde os
noivos sentam no meio da “roda”, olhando pro “Juiz de Paz” (que eu vou chamar
de moça, porque era uma holandesa). Acho que é fenômeno mundial, porque até um
casamento holandês (que é um povo extremamente pontual) começou levemente
atrasado (ok, noiva brasileira, vou relevar esse fato). O Peter entrou primeiro
na sala e já estava com os olhos marejados. Quando a Ana chegou, linda,
arrasando no modelito branco com um bolero vermelho, o menino era só lágrimas
felizes e orgulhosas (quase derrubou toda a plateia). A moça começou o casamento dizendo que era um
conto de fadas, e contou a história que eu contei procês. Sempre que ela
falava, a Simone traduzia. Foi lindo e depois de uma hora de cerimônia, troca
de aliança (que foi levada aos noivos pelos avós tututu) beijo dos noivos,
assinatura das testemunhas, teríamos que ir pro restaurante pra só então dar o
abraço nos noivos.
Capítulo 4. A festa.
A gente chegou num restaurante
lindo, recebemos os noivos demos abraços e presentes (a maioria das pessoas deu
dinheiro pra eles, eu dei um bule lindinho, já que eles curtem um chá) e foi a
hora do bolo dos noivos com um leitinho, café e chá. (isso já era umas 17h)
Depois da sessão de fotos com os
convidados, com cada grupo, com as mulheres solteiras e os nomes no vestido,
foi a hora de uma foto coletiva. Erámos muitos e vi, para fazer caber na foto,
muito holandês de quase 2m de altura subir na cadeira. Foi um momento legal.
Começou logo em seguida a servir
bebidas e acomodados no salão começamos a conversar finalmente com a noiva. Ela
não tinha feito um buquê pra jogar pra nós encalhadas, e a prima do Peter que é
a florista que decorou o salão/fez o buquê saiu pra comprar flores e improvisar
um buquê pra Ana jogar. Fiz minha encenação de sempre e quase peguei o buquê
(sei lá, arriscar pegar e acabar casando com um holandês pareceu... muito ousado).
A festa foi em uma palavra:
comida. Comi das 19h as 23h, uma variedade infinita de comida gostosa (com
direito a estrogonofe, camarão, salmão, batata -óbvio- e um tipo de estrogonofe
mas com molho de amendoim e muito sorvete (com slaagroom [um creme de leite batido que eles usam que nem chantily]).
Tinha na festa duas amigas
brasileiras da Ana, da minha idade: Sarah e Thais. Logo
vimos o garçom bonitinho e começamos a flertar com ele. As primas do Peter
conversaram com a gente nessa e a gente quis saber quantos anos elas achavam que ele
tinha, porque a gente achava que era mais ou menos 20. Elas foram e PERGUNTARAM
pra ele, tadinho. 17 anos. Um baby. Foi um momento engraçadíssimo da festa, que
teve ainda discurso de pais emocionados e perfomances de holandeses entusiasmados.
Foi bem legal a experiência e
conheci mais uma família brasileira ótima pros momentos de carência (né,
Simone?), montes de holandeses legais (a família do Peter) e o meu primeiro
colega de turma da Engenharia Química da UT holandês, o Tim. Coincidência
máster, o Peter toca na orquestra junto com ele! (nunca tinha visto ele na
aula, mas é porque ele não vai muito nas aulas...) Quem sabe não é o caminho
pra eu ter meu grupo de trabalho holandês semestre que vem e conhecer mais
coleguinhas holandeses? \o/
23.12.12
Bem vindo ao pior dia da minha vida
O título é meio dramático, mas é assim que eu me sinto hoje: dramática. Era pra ser um dia bom, começo de férias de natal, ida pra Amsterdã, preparativo pro natal, etc...
Dormi quase nada e bem mal, pra início de conversa. Acordar as 7h da manhã num domingo não é o ideal pra mim. Mas isso não é nem de perto o que foi de pior na minha manhã.
Após arrumar a mala (dessa vez eu fiz uma mala exagerada mesmo) (todo mundo sabe como eu sou (des)organizada e precisam saber como é difícil arrumar a mala pra mim), preparei o caminho pra chegar em Amsterdã de trem. Ia arriscar pegar o trem na mini estação que tem aqui perto (prefiro chamar de "ponto" de trem, que nem ponto de ônibus, de tão pequena que é a "estação", mas enfim). Tá cheio de obras perto da estação e tem muita escada, eu sempre evitei ela, mas como é domingo, véspera de feriado, aceitei essa como a melhor opção. Além do mais, ia pegar só um trem de Hengelo pra Amsterdã, então compensaria o esforço. (Erro número 1)
Como aqui na Holanda chove todos os dias o tempo todo estava preparada com meu lindo guardachuva. Só que venta muito e meu guardachuva vagabundo nao aguentou a pressão, abriu e eu desisti de usar ele e resolvi tomar chuva mesmo. (Erro número 2)
Cheguei na parte da obra a tempo. Faltavam dois lances de escada e um lamaceiro. Ok, não era lama... sabe asfalto que tá só na pedrinha? Bem, é bem isso. (Eu tava com mala de rodinha, vale a pena lembrar) Faltando meio lance de escada: O TREM PAROU, APITOU E COMEÇOU A ANDAR SEM EU ESTAR LÁ DENTRO. (Azar 1)
Eu não sou muito pontual não, mas a estação é bem perto de casa e eu saí com muito tempo de antecedencia, só nao tava contando com os obstáculos extras no caminho (guardachuva virando, lamaceiro sem fim... etc).
Bom, como não bastasse isso, minha bota começou a deixar água chegar nos meus pézinhos (acho que falta o spray impermeabilizante, vende isso aqui na Holanda?) e fiquei com meus pés (além do resto) encharcados ( E ela era uma bota tão boa!). (Azar 2)
Eu detesto pé molhado. Morro de frio nos pés. Imaginem minha felicidade. Não, impossível descrever. O próximo trem passaria em 1h e eu, molhada, mau-humorada e num ponto de ônibus resolvi que ia voltar pra casa. Como queria evitar o lamaceiro, tentei dar a volta pelo outro lado da rotatória, que evitava um lance de escadas e parecia promissor. (Erro 3)
O caminho acabava dentro do que eu considerei um estacionamento de hotel #vidabandida. Tive que dar a volta, passar pelo lamaceiro e ficar tremendamente infeliz e molhada.
Se não foi o pior dia, foi a pior manhã. Sentimento de frustração e raiva nunca tiveram tão presentes em uma manhã.
Consigo contar poucos dias como hoje, top 3 de piores certamente e olha que tem só 2 horas que eu acordei. (medo de sair de novo!)
2.12.12
Update
Quase um mes sem escrever um texto aqui. Motivo? Vida. =D
Nesse último mês eu: comecei novas matérias, comemorei meu primeiro outono, e vim pro Brasil.
Começo pela ponta e vou fazer vocês viajarem no tempo: era pra ser sem alarde, mas eu não sou das mais discretas, então, depois de muitos emails pro CNPq, sem muitas respostas, com muitas dúvidas... cá estou, durante uma semana, com todos os possíveis envolvidos notificados, vivendo nesse calor dos infernos com as mãos e os pés inchados, em BH.
Vou formar sábado que vem e não tenho vestido ainda (desespero tá batendo na porta). Vou formar semana que vem e tudo parece muito surreal. Vou formar semana que vem... mas só que não vou formar e voltarei pro meu frio, onde neve já aguarda por mim. Vou formar semana que vem e entrei numa dieta louca pra conseguir emagracer e ficar bonita nas roupas que eu escolhi/vou escolher.
Por enquanto minha visita ao país do futebol se reduz a: comer, morrer de calor (com doses moderada de família). Daí quando eu tiver mais coisas e quiser, coloco outro texto aqui. Avançando pro passado (ou retrocedendo na história...)
Semana passada foi o meu aniversário (me dou a liberdade poética/temporal de dizer que dia 22 é uma semana atrás). Meu primeiro outono. Holandês. No dia do aniversário não choveu, posso me considerar uma afortunada, porque a chance de não chover em algum dia do ano na Holanda é tipo de 40%. No outono deve ser entre os 20-30%. Tava um dia lindo, e eu fui... às compras com a Ari <3 Juntou duas coisas que eu gosto muito, a Ari e fazer compras... e foi um dia lindo. Depois de gastar uns eurinhos, fomos pra casa e encontramos a Helo, o Pedro e o Ricardo, fizemos (a Helo fez) macarrão e brigadeiro, e os meninos fizeram "Baba de Camelo"e comemos. Muito.
Depois fomos pro centro da cidade, eu e as meninas e levamos um chá de cadeira dos outros brasileiros. Fizemos o Pub Crawl que sempre fazemos quando vamos pro centro da cidade, com no mínimo 3 bares. Foi legal, mas só isso.
Sexta chegou, e de noite eu saí com uns outros amigos e fizemos um aquecimento em casa e fomos pra cidade. Dançamos nos divertimos, me perdi dos meninos em uma hora qualquer e voltei pra casa com dois amigos deles, que eu conheci na mesma noite... e levei o PIOR o mais TOSCO dos tombos de bike, enquanto andava em linha reta. Bom, cheguei em casa numa hora qualquer, apaguei e... era pra eu ir cedo pra Amsterdã. Como você imaginam... acordei um pouquinho atrasada. Mas fui.
Cheguei cansada e encontrei os meus amigos de Amsterdã também cansados. Tinha comprado farofa num mercado Brasileiro e a gente resolveu comer... coraçãozinho, farofa e pizza, uma delícia.
Foi um aniversário feliz, melhor que muitas primaveras que eu já comemorei. Faltaram, claro, pessoas, mas no geral o saldo foi bastante positivo.
Como o post ficou gigante, falo das aulas depois.
Beijo do Brasil!
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