26.8.12
Querida, cheguei! [Parte 1 - a confusão não tinha começado ainda]
Hoje pra mim é ontem e comecei a escrever durante o vôo de Lisboa-Amesterdão. Desculpem pela incoerência, nem lerei de novo. (Menti, vou ler sim, mas só pra evitar erros absurdos)
Primeiro quero protestar sobre meu excesso de bagagem: divergência de balança! Dois quilos, sério? [que ódio de ter deixado meu secador pra trás!] Foi bom pra distrair do fato de eu estar indo morar sozinha do outro lado do oceano. E resolvido o problema da mala era tempo de... despedida. Muitas pessoas, todas muito queridas, dividindo a minha última hora de Brasil até dezembro. Fiquei muito feliz. Achei lindo!
E, depois dessa linda comitiva familiar me levar até a sala de embarque, em que não passei nem um segundo a mais do necessário, leia-se entrei e chamaram o vôo, eu embarquei e viajei num desconfortabilíssimo avião ao lado de um suíço ultra simpático, meio cego, que precisou da minha ajuda pra algumas coisas relacionadas a comidas 'de-li-ci-o-sas', apaixonado pelo povo Brasileiro, por forró e pela língua portuguesa, encontrei meu parceiro sem fronteiras, o Fred. A gente desceu em Lisboa uns 20 minutos antes do esperado e, como teríamos 1h exata até o embarque para AMESTERDÃO, esse adiantamento nos dava um certo alívio. Só que não. Português tá acostumado com as coisas atrasarem, pelo visto. Chegamos ao aeroporto antes e tivemos que esperar quase meia hora até conseguirmos desembarcar. Não desembarcamos no chão e não tivemos que pegar ônibus pra chegar ao terminal de embarque, como havia sido avisada que poderia ocorrer. Furamos fila do passaporte porque estávamos com 40 minutos para passar pela revista e pela imigração antes do vôo decolar (a gente assim achava).
==> Nota: Não sei se todos sabem, mas europeu adora uma moeda. Sério, quando viajei pra cá em 2011, eu não tava ligada na parada que tanta moeda era tanto dinheiro. Acabei voltando com um quantia considerável de moedas (porque no Brasil moeda vai pro cofrinho e só completa passagem de ônibus). Aí trouxe minhas riquezas em euros numa bolsinha.
Voltando... na revista, minha bolsinha de euros foi considerada um corpo estranho e os portugueses, de um jeito beeeeeeeeeeeeeeem simpático e educado tiraram TUDO (cês não entenderam: TUUUDO) da minha bolsa de pano e repassaram ela no raio X pra ver que nao tinha nada na bolsa. Enfim, uns 5 minutos de angústia pra quem tinha menos de 15 para chegar no vôo que...atrasou. Decolamos umas meia hora atrados. E o avião é infinitamente mais confortável (pelo menos o assento é mais macio e tem mais espaço pra perna) que aquele em que passei 10h.
O estranho de atravessar o oceano pro futuro, é que a vida encurta né? Saí do Brasil eram umas 21h (o avião sobe atééé Natal/Fortaleza e só depois vai pro oceano). Cheguei em Portugal era 6h, mas só tinham passado 5 horas. Perdi 4 horas do meu dia. Daí até Amsterdã perdi mais uma. Não tô com muito sono (ainda) porque acho que a adrenalina não deixou isso acontecer. Mas essa noite dormi muito mal durante as duas horas em que tentei.
==>Nota: Essa parte é pro meu pai, que me torrou a paciência sobre a minha frescuragem com comida (e olha que eu não sou assim tao fresca. Até reclamo, mas como tudo, infelizmente).
Sobreviver 15 horas com comida de avião é pedreira, viu. Acho que, mesmo sendo filha de dono de padaria, nunca comi tanto pão num período tão pequeno. Jantar e os dois cafés da manhã com muito pão. Ótimo jeito de não engordar na Europa, certo? Pelo menos dessa vez não foi uma janta tão agressiva ao estômago; sente só o cardápio, a parte dos dois pães: Arroz, salada (meia folha de alface, meia fatia de tomate, duas fatias de palmito e UMA azeitona), frango e angu. Eu não gosto de angu, definitivamente, então não comi ele. Delícia de janta né? No café da manhã foram mais dois pães e depois um sanduíche de pão de forma seco com presunto e queijo e um pão doce. Sério, overdose de pão (ruim).
Protesto número 2: é absurdamente mais fácil entender português falando inglês do que eles tentando falar português. Na real, não parece nem a mesma língua. Uma palavra que eu detestei em particular quando a aeromoça falava: exceção|cinto. Transcrevendo o que eu ouço de Português falando: ECHEÇÃO|CHINTO. Bah, achei horrível.
Chegamos atrasados em Schiphol, por causa da chuva. (querem apostar como eu vou logo logo fazer um post sobre como chove nesse país?) Aí quando a gente pegou as malas, o Gui (um amigo que tá Sem Fronteiras que nem eu) tava chegando aqui. Decidimos esperá-lo (já tinha esse plano, fiz até plaquinha pra ele) e nessa brincadeira virou 14h. A gente tinha combinado com os brasileiros de Amsterdã que encontraríamos eles num ponto central daqui, porém precisávamos almoçar e quando checamos o preço do ticket de ida e volta de trem pro local combinado, consideramos que nao valeria a pena. A gente ficaria 2h no lugar (considerando muitas coisas que a gente "achava") e pagaríamos uns 10 euros pra transporte. Optamos por não ir. Tomando um chá ca-bu-lo-so de aeroporto.
Protesto número 3: lembra quando eu disse que português tava acostumado com atrasos? O vôo do meu amigo que era pra chegar as 17h, chegará às 18h. Isso significa que poderíamos ter passeado mais na cidade e talvez os euros valessem a pena.
=> Nota: Tô morrendo de medo de gastar muitos dinheiros nesse primeiro mês, não me julguem pela pão duragem.
Tirando o sono, o cansaço, a sujeira, e o chá de Schiphol, tá sendo bacana. E não, ainda nao deu pra sentir que eu tô aqui pra ficar muito tempo. Não, não caiu a minha ficha ainda. Tô falando mais português que inglês, almocei um Burger King (projeto inverno magra tá indo de vento em polpa, ao contrário) e tirando o povo holandês e toda a bizarrice a eles intrinseca, aeroporto é tudo igual. (menti, aqui eles falam no microfone em holandês; o supermercado é em holandês. De fato é mais complicado fazer compras, adivinhar sabores e entender precisamente o que é cada coisa, mas não é tão desesperador quanto eu pensei que seria.)
P.S. escrito antes do Vinícius se juntar a nós. Postado de um TREM. (desses que anda mesmo, né trem de mineiro não)
16.8.12
10
10 dias, uma mala, algumas despedidas e muita burocracia. São o que há entre mim e várias tulipas. E decorridos 10 dias sobrarão saudades, dúvidas e o sonho. Sonho de morar fora, sozinha e de Europa. Tudo junto e misturado. E em Holandês.
E posto só porque 10 dias é assustadoramente perto. E esse sono não vem pra eu dormir e faltarem 9 dias.
E posto só porque 10 dias é assustadoramente perto. E esse sono não vem pra eu dormir e faltarem 9 dias.
3.8.12
The blog rises AGAIN
Hoje volto com o blog, faltando uns 20 dias pra embarcar pro intercâmbio pra Holanda. Todos sabem, só falo disso, mas como era de se esperar, a ficha não cai. Não adianta, já vi a ordem de pagamento, o meu contracheque, mas a crença pra saber que sou eu que estou indo, cadê?
Hoje volto com o blog, porque hoje senti um golpe de "ainda bem que eu tô saindo daqui". Tava meio aérea essas duas últimas semanas, assentimental, só no corpo. A alma tava passeando e se esbaldando em alegria, mas tava meio desconectada, não sei se vocês conseguem entender... eu tava completa, mas o sentimento tava pairando no ar... sempre ali, só que não. Ah, não dá pra explicar, enfim, hoje senti uma vontade louca de entrar no avião e fazer com que todos sintam a minha falta (ou não, e nesse caso ia ser melhor estar longe pra ver que não faço diferença).
Hoje não quero me despedir de ninguém, just pack my belongings and leave. Daí eu páro, penso e quero dar um abraço em quase todo mundo e levar cada um num potinho junto pra eu não ficar sozinha.
Balanço final da noite: estou dramática até a última ponta do fio de cabelo. E com muita vontade de sumir. E com a minha primeira crise antes da viagem (tava demorando).
Hoje volto com o blog, porque hoje senti um golpe de "ainda bem que eu tô saindo daqui". Tava meio aérea essas duas últimas semanas, assentimental, só no corpo. A alma tava passeando e se esbaldando em alegria, mas tava meio desconectada, não sei se vocês conseguem entender... eu tava completa, mas o sentimento tava pairando no ar... sempre ali, só que não. Ah, não dá pra explicar, enfim, hoje senti uma vontade louca de entrar no avião e fazer com que todos sintam a minha falta (ou não, e nesse caso ia ser melhor estar longe pra ver que não faço diferença).
Hoje não quero me despedir de ninguém, just pack my belongings and leave. Daí eu páro, penso e quero dar um abraço em quase todo mundo e levar cada um num potinho junto pra eu não ficar sozinha.
Balanço final da noite: estou dramática até a última ponta do fio de cabelo. E com muita vontade de sumir. E com a minha primeira crise antes da viagem (tava demorando).
20.9.11
(desabafo)
se tem uma coisa que me incomoda é o silêncio. poucas vezes eu quero (e consigo) o silêncio. por isso eu não sou boa pra várias coisas, como concentrar e meditar. adoro quem fala comigo. adoro falar. adoro música. claro que tem coisa pior que o silêncio: barulho. barulho irrita, enquanto o silêncio só incomoda. então eu quero o silêncio quando tem barulho. mas barulho que irrita, que fique claro.
o silêncio incomoda por vários motivos. um deles é que me força a me ouvir. nesse sentido, sou bastante "paia" (por não encontrar melhor palavra): forço todo mundo (ou quase) a sofrer comigo. porque minha voz é chata, porque meus assuntos são chatos, porque várias coisas. outro motivo é que é a ausência de palavras, assunto e, por vezes, interesse.
sim, sei contemplar aqueles momentos de silêncio voluntarioso, que é quando o silêncio diz mais que as palavras conseguiriam. eu sinto muito isso. mas ainda esse me incomoda.
sei dar valor ao abraço calado, ao choro sem ruído, à felicidade silenciosa estampada algumas vezes num simples sorriso.
não generalizo, então, nem o fato de o silêncio me incomodar.
mas é que tem silêncios atuais que tão me abafando. me querendo fazer o silêncio sem sentido, que é só pra incomodar. e eu tô sem lugar, porque quero quebrar o silêncio ao mesmo tempo que quero o silêncio - desde que ele seja total e definitivo.
eu tenho certo amor pelo rompimento. quero dizer que comigo é sempre assim. ou oito ou oitenta. eu estou presente demais ou ausente. nunca consigo dosar e ficar ali por perto sem estar demais. eu preciso mudar mas nãoquero consigo.
esse é um que se eu não publicar, não adianta nada ter escrito. tô pelo menos tentando acabar com meu silêncio.
o silêncio incomoda por vários motivos. um deles é que me força a me ouvir. nesse sentido, sou bastante "paia" (por não encontrar melhor palavra): forço todo mundo (ou quase) a sofrer comigo. porque minha voz é chata, porque meus assuntos são chatos, porque várias coisas. outro motivo é que é a ausência de palavras, assunto e, por vezes, interesse.
sim, sei contemplar aqueles momentos de silêncio voluntarioso, que é quando o silêncio diz mais que as palavras conseguiriam. eu sinto muito isso. mas ainda esse me incomoda.
sei dar valor ao abraço calado, ao choro sem ruído, à felicidade silenciosa estampada algumas vezes num simples sorriso.
não generalizo, então, nem o fato de o silêncio me incomodar.
mas é que tem silêncios atuais que tão me abafando. me querendo fazer o silêncio sem sentido, que é só pra incomodar. e eu tô sem lugar, porque quero quebrar o silêncio ao mesmo tempo que quero o silêncio - desde que ele seja total e definitivo.
eu tenho certo amor pelo rompimento. quero dizer que comigo é sempre assim. ou oito ou oitenta. eu estou presente demais ou ausente. nunca consigo dosar e ficar ali por perto sem estar demais. eu preciso mudar mas não
esse é um que se eu não publicar, não adianta nada ter escrito. tô pelo menos tentando acabar com meu silêncio.
6.9.11
Das Murmeln
Frau Hasenfuß kam abends spät erst ins Hotel. Sie öffnete die Zimmertür und machte Licht. Ein fremder Mann lag auf ihrem Bett. Zuerst war sie erschrocken über die Begleitung. Nachdem sie sich vom Schrecken erholt hatte, sah sie dass der Mann eine Maske trug. Mag ja sein, dass sie neugierig auf die Situation war, aber sie war taub vor Angst. Plötzlich stand der Mann, der kein Hemd trug, neben das Bett auf. Trotz des stärken Instinkts zum rennen, blieb sie vor der Tür. Als sie sich langsam drehte, hörte die Frau ein dauerndes Murmeln in dem Schrank. Augenblicklich nahm der Mann an ihren Arm, damit sie sich beruhigte. Dann konnte sie bermerken, dass der Mann einigermaßen bekannt war. Der Mann war auch gut aussend und angenehm. Er fing an mit ihr über alle Themen zu reden. Während der Unterhaltung fragte sie, was war das Murmeln, das sie früher hörte. Er sagte, dass sie den Schranktür öffnen musste um das zu herausfinden. Als sie die Schranktür aufmachte, wachte sie auf ihrem Bett auf. Sie dachte, dass alles ein Traum sei und entspannte sich. Aus heiterem Himmel war sie aufgestanden. Dann sah sie die Maske und den unbekannten Mann, die auf ihrem Bett auflagen.
Meu professor quer me fazer ter fluência no alemão, pelo visto. Mas eu sou criativa até o útimo fio de cabelo, daí sai essa coisa aí. Meu suspense fajuto. Combina comigo. haha
Meu professor quer me fazer ter fluência no alemão, pelo visto. Mas eu sou criativa até o útimo fio de cabelo, daí sai essa coisa aí. Meu suspense fajuto. Combina comigo. haha
Na ausência de um título, fico melhor sem.
Erick, talvez eu saiba o motivo de tantos pontos nos meus textos (sempre tem, não é só nas postagens do blog): espero a interação do ouvinte. Mentalmente, galera, mentalmente. Do tipo que se eu ficar colocando um monte de conectivos, conjunções e palavras bonitas que dão uma unidade no conjunto, o texto fica parecendo um texto. É, a minha intenção sempre é um texto, mas eu penso desconexo, tento conectar e parece forçado. Não forço a pontuação, pelo contrário, forço a construção de períodos mais complexos e sempre que eu tento acaba dessa maneira torta, parecendo texto dos outros, montagem de alguém (ainda que a qualidade não seja algo refinado).
Enfim, vocês me entenderam. (espero que)
Ah, preciso dizer que eu simplesmente adoro o fato de "empilhar" o um monte de verbo e o português, além de ter sentido, estar correto. (ainda que eu escreva errado, uma construção com um monte de verbo ainda parece ser certa) Tenso é só quando eu esqueço de trocar a chave pro alemão e fico colocando os "continuous tenses", como se existissem na forma simples que existem aqui e no inglês. Eu sempre adorei o gerúndio (sem estar confundindo com essa linda invenção - de alguém muito inventivo - MESMO).
Eu espero que todo mundo tenha aquele tipo de fobia besta. Aquele que você não sabe porque existe e é inofensiva. E boba também. Que nem eu tenho de falar no telefone. É medo mesmo. Nunca gostei. Com desconhecidos é ainda pior.
Hoje tive que resolver um problema do login no sistema do estágio. Por telefone. Na hora que o supervisor viu que ele não conseguiria ajudar, disse o ramal e mandou me virar. Quem se virou primeiro foi meu estômago. Fiquei com as mãos geladas e engoli seco. Quando o atendente atendeu a chamada, outro salto dentro de mim. Não sei como falar, me apresentar, o que esperar, entre outras várias perguntas que aparecem pra mim. Fora isso, eu fico com a voz falha, bem fraquinha. Como se eu falasse baixo e fosse do tipo bem meiga mesmo. Chegaria a ser hilário, se não me sentisse tão... estranha. Fico tímida mesmo, é incrível.
Mas ando tentando acabar [ou ignorar] esse mal estar e superar essa fobia boba. Pelo menos com estranhos.
Tem amigos que eu ainda evito ligar. Prefiro mandar mensagem. Meu raciocínio é simplesmente o de evitar incomodar, a mensagem lê quem quer na hora que desocupar. Se eu ligar e a pessoa não atender não sei se ligo de novo, talvez a pessoa não tenha escutado. Mas e se ela tiver me ignorado? (daí, aquele gatilho dispara uma sequencia autodepreciativa... e eu tenho evitado essa fadiga)
Eu sei, eu preciso mesmo fazer análise. Mas preciso antes querer, perceber que vai fazer algum efeito. Afinal, depois de quase 23 anos convivendo comigo mesma, consigo reconhecer que eu tenho que querer muito pra fazer alguma coisa. Preciso acreditar. (no efeito, no sucesso e em mim)
Hoje eu tô assim: imendando um assunto no outro. Cortei o pensamento antes de ele me levar pra outro lugar e o post ficar ainda mais confuso do que ele já é.
Hoje tive que resolver um problema do login no sistema do estágio. Por telefone. Na hora que o supervisor viu que ele não conseguiria ajudar, disse o ramal e mandou me virar. Quem se virou primeiro foi meu estômago. Fiquei com as mãos geladas e engoli seco. Quando o atendente atendeu a chamada, outro salto dentro de mim. Não sei como falar, me apresentar, o que esperar, entre outras várias perguntas que aparecem pra mim. Fora isso, eu fico com a voz falha, bem fraquinha. Como se eu falasse baixo e fosse do tipo bem meiga mesmo. Chegaria a ser hilário, se não me sentisse tão... estranha. Fico tímida mesmo, é incrível.
Mas ando tentando acabar [ou ignorar] esse mal estar e superar essa fobia boba. Pelo menos com estranhos.
Tem amigos que eu ainda evito ligar. Prefiro mandar mensagem. Meu raciocínio é simplesmente o de evitar incomodar, a mensagem lê quem quer na hora que desocupar. Se eu ligar e a pessoa não atender não sei se ligo de novo, talvez a pessoa não tenha escutado. Mas e se ela tiver me ignorado? (daí, aquele gatilho dispara uma sequencia autodepreciativa... e eu tenho evitado essa fadiga)
Eu sei, eu preciso mesmo fazer análise. Mas preciso antes querer, perceber que vai fazer algum efeito. Afinal, depois de quase 23 anos convivendo comigo mesma, consigo reconhecer que eu tenho que querer muito pra fazer alguma coisa. Preciso acreditar. (no efeito, no sucesso e em mim)
Hoje eu tô assim: imendando um assunto no outro. Cortei o pensamento antes de ele me levar pra outro lugar e o post ficar ainda mais confuso do que ele já é.
7.8.11
Eumeboicoto
Eumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoeumeboicotoe.
18.7.11
Sobre o amor e tantas coisas banais
Talvez o que não se encaixe nesse título seja o amor. Mas é que tem vez assim que eu até acho que tenho como falar (e talvez pensar) que quero o amor. É na admiração repentina por um olhar. E de um querer não querendo que eu acho que pode existir coisa assim. É no pensar em querer bem que eu acredito que eu saiba o que é sentir isso.
Mas de repente eu lembro e conto imperfeições [no sujeito e não,talvez, no objeto (talvez até no predicativo do sujeito - seja o sujeito o antigo sujeito, ou o antigo objeto)]. E todas as coisas banais se tornam muito latentes a ponto de paralisar e então não acreditar mais que seja correto falar amor.
Eu sempre acreditei na força de um sorriso. Talvez por ser uma expressão que não se pode disfarçar. Ou se disfarçada, tanto contida como ensaiada, não transmite tudo que um sincero consegue alcançar. Mas ultimamente é com o olhar que eu tenho me fascinado. E a palavra certa mesmo é fascínio, de não conseguir parar de olhar para o jeito com que as pessoas olham pra mim ou pra alguém querido. E é bom esse tipo de olhar, dá até pra acreditar, porque é quase indisfaçável.
E eu, que sempre gostei de borboletas no estômago, estou sentindo com muita frequencia isso. Mas assunto depois noutro post. (Vou fazer render o blog agora, o Erick e um certo Pessoa - aliados com os livros lidos recentemente - me inspiraram a publicar as postagens escondidas. Essa, Erick, é do inicio de junho, mas hoje ela faz até mais sentido e foi complementada com outras percepções)
PS: eu tenho que ser mais criativa nos meus títulos. Sempre é "Sobre" alguma coisa. E é óbvio, a maior parte das coisas tem um assunto. =)
Tchau e bença!
Mas de repente eu lembro e conto imperfeições [no sujeito e não,talvez, no objeto (talvez até no predicativo do sujeito - seja o sujeito o antigo sujeito, ou o antigo objeto)]. E todas as coisas banais se tornam muito latentes a ponto de paralisar e então não acreditar mais que seja correto falar amor.
Eu sempre acreditei na força de um sorriso. Talvez por ser uma expressão que não se pode disfarçar. Ou se disfarçada, tanto contida como ensaiada, não transmite tudo que um sincero consegue alcançar. Mas ultimamente é com o olhar que eu tenho me fascinado. E a palavra certa mesmo é fascínio, de não conseguir parar de olhar para o jeito com que as pessoas olham pra mim ou pra alguém querido. E é bom esse tipo de olhar, dá até pra acreditar, porque é quase indisfaçável.
E eu, que sempre gostei de borboletas no estômago, estou sentindo com muita frequencia isso. Mas assunto depois noutro post. (Vou fazer render o blog agora, o Erick e um certo Pessoa - aliados com os livros lidos recentemente - me inspiraram a publicar as postagens escondidas. Essa, Erick, é do inicio de junho, mas hoje ela faz até mais sentido e foi complementada com outras percepções)
PS: eu tenho que ser mais criativa nos meus títulos. Sempre é "Sobre" alguma coisa. E é óbvio, a maior parte das coisas tem um assunto. =)
Tchau e bença!
9.3.11
A desconstrução da identidade
Estou em crise. Quando tinha meus 17 anos e descobri o Orkut (falo parecendo idosa, mas é que está tão distante de mim, esse tempo) procurei (e achei) uma comunidade de Taigas comecei a conversar uma delas. Fiz questão de nao entrar na comunidade, porque sempre gostei da exclusividade que meu nome reservava (pelo menos depois daquela faixa aborrecida entre 11 e 14 anos). Conversei com essa menina, que era mais nova que eu, então eu me sentia mais Taiga que ela, a gente tinha coisas em comum: banda que gostava, mês do nascimento, nome da mãe... me senti meio mal e parei de conversar com alguém que parecia muito comigo, alem de ter o mesmo nome que eu. A vida foi passando, meus gostos mudando, os dela também e hoje, pelo que acompanho dela pelo Orkut estamos mais diferentes, apesar das coincidencias que tempo nenhum apaga e isso me trouxe a minha exclusividade de ser Taiga novamente. Ela também sempre teve o apelido que nem o meu, com suas divergências: o dela era escrito com "Y". (Sempre preferi o meu, com "I" mesmo.)
Hoje descobri que existe outra Taigarela pelo mundo. Que tem 22 anos e é em crise com o curso que escolheu (ok, ela forma esse ano, eu formo ano que vem.).
Cês tem que entender como funciona a minha cabeça: por ter esse nome...diferente, que me rendeu a aparição no programa que eu comentei, não estou acostumada a encontrar outra de mim. Quando "criei" a assinatura de taigarela pensei a mesma coisa: meu NOME tá na assinatura e ainda é um trocadilho, então nem esperei ver outra de mim na web (apesar de saber, depois de váárias tentativas de criar e-mails e outros tipos de conta, que as taigas estavam no mundo online também e não era possível achar só "taiga [ponto ou arroba] qualquer coisa" disponível. Isso eu tava acostumada: a nao ser a unica Taiga.
Mas descobrir que eu nao sou a única Taigarela foi o pior. Pior que encontrar a comunidade de Taigas no Orkut. Pior que se eu encontrasse outra Taiga pessoalmente. Era a minha assinatura internética e meu amigo comentou no blog dela achando que era eu, o que prova que meu estranhamento não é infundado, como o meu amigo recifense, Felipe, quis que eu pensasse.
Estou em choque. Me senti sem chão e sem "eu". Como fiz com a comunidade das Taigas, não quis nem saber muito do outro "eu" internético, fechei logo o site. Tive que desabafar pra parar de me remoer por dentro. hahaha
Aviso, quando virem outra Taigarela, cuidado, confiram se o nome dela nao é Taisi em vez de Taiga.
Hoje descobri que existe outra Taigarela pelo mundo. Que tem 22 anos e é em crise com o curso que escolheu (ok, ela forma esse ano, eu formo ano que vem.).
Cês tem que entender como funciona a minha cabeça: por ter esse nome...diferente, que me rendeu a aparição no programa que eu comentei, não estou acostumada a encontrar outra de mim. Quando "criei" a assinatura de taigarela pensei a mesma coisa: meu NOME tá na assinatura e ainda é um trocadilho, então nem esperei ver outra de mim na web (apesar de saber, depois de váárias tentativas de criar e-mails e outros tipos de conta, que as taigas estavam no mundo online também e não era possível achar só "taiga [ponto ou arroba] qualquer coisa" disponível. Isso eu tava acostumada: a nao ser a unica Taiga.
Mas descobrir que eu nao sou a única Taigarela foi o pior. Pior que encontrar a comunidade de Taigas no Orkut. Pior que se eu encontrasse outra Taiga pessoalmente. Era a minha assinatura internética e meu amigo comentou no blog dela achando que era eu, o que prova que meu estranhamento não é infundado, como o meu amigo recifense, Felipe, quis que eu pensasse.
Estou em choque. Me senti sem chão e sem "eu". Como fiz com a comunidade das Taigas, não quis nem saber muito do outro "eu" internético, fechei logo o site. Tive que desabafar pra parar de me remoer por dentro. hahaha
Aviso, quando virem outra Taigarela, cuidado, confiram se o nome dela nao é Taisi em vez de Taiga.
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